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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Por falta de amparo....

Este é um causo que se deu,
Lá pelas bandas do nordeste.
É a história de dois cabras
E Rosa uma flor do agreste.

Os desinfelizes chaleiravam,
A menina com todo tipo de agrado;
Davam de pulseira a “anér”,
Rosinha recebia até bom-bocado.

Levaram todo tipo de fruta,
Também do salgado ao melado.
E nada de Rosa se apetecê,
Por nenhum dos “apaixonado”.

Teve até luta armada na cidade.
O povaréu todo se juntou pra vê,
Quem ia merecer o amor da flor.
Que nem apareceu pra “torcê”.

O que ninguém tinha conhecimento,
É que a menina amor dos “brigão”.
Andava se encontrando as escondidas,
Com Bastião um notável covardão.

Que num era besta de se meter,
Na disputa com os dois “valentão”.
E assim lhe sobra mais tempo,
De conquistar Rosa e seu coração.

E foi com a brisa quente,
E a sombra do umbuzeiro,
Que Rosa jurou amor eterno.
De testemunha um cajueiro.

Montaram os amantes num jumento,
E foram se embora pra Juazeiro.
Lá eles haviam de conseguir sossego
E agora esta você aí perguntando:

E o que foi feito de Zé e Mané?
Esses aprenderam lição importante,
Preste atenção na madame ao invés,
Dê se inquietar com possível amante.

Dani Dias / 2010.

domingo, 23 de agosto de 2009

As Voltas do Coração - Dani Dias

Venho lhe narrar uma passagem
Já lhe digo ser o tal do chavão
Mais decida ao escutar o advindo
E provoco narrar uma inovação
Quando o que se vai ventilar
São as armadilhas do coração

Sabe que vem da infância
Este lindo brotar de amor
Ao avistar certa menina
Seu peito ardia em calor
E ela arriscava esconder
A face variada pelo rubor

Passando por inocente brincadeira
Da infância ao surgir da mocidade
Eles nada diziam ou mencionavam
Mesmo assim era viva a ansiedade
Só não sabiam eles o que fazer
Para viver o amor em intensidade

Sobrevém que a fatalidade
Veio surpresa lhe apresentar
E episódio pior não podia ser
O rapaz estava pronto a se mudar
A agonia tomou conta do coração
Como podia a vida lhe ultimar

Com o coração melancólico
Sem qualquer notícia do amado
Eis que sem esperança aceita
Proposta de outro em noivado
Tinha esperança em ser feliz
E um dia gostar do pobre diabo

Com o casamento marcado
E os convites a entregar
Dava aflição olhar a mocinha
Com olhos vermelhos a chorar
Agora não podia desfazer
Só um milagre podia salvar

É chegado o dia do enlace
Eis que surgi um visitante
Ao entrar de branco na igreja
Reconhece o antigo amante
Dos olhos caem as lágrimas
Como ir o casamento adiante

No coração um forte pulsar
Sem pensar levou-a da cidade
Antes do sim ela consentir
Vivem os dois em prosperidade
E continuam a mandar aviso
Que a vida é só felicidade

Perdoe se narrei um clichê
Mais pode me levar uma costela
Se tiver uma estória melhor
Que tenha de suspense a donzela
Não adianta não vai encontrar
A de amor é sempre mais bela

O Encontro da Escrita - Dani Dias


Venho aqui lhe narrar

Como foi que sobreveio

O embate dessa escrita

Que é feita sem rodeio


Vindo do frio pro calor

E com anseio de cultivar

Pensou e versou em descobrir

Um jeito melhor de ensinar


Não podia ser distante

Não podia ser mais perfeito

Esse enlace tinha que ser

No recanto dum nobre sujeito


O que nenhum podia prevê

Quando deu o início do historiar

É que nem quando se dava o recreio

Eles desejavam cortar seu inventar


Assim foi permanecendo e esticando

O andamento dos amigo autor

Afeito aprimorado com encanto

Agora virou tudo escritor


Nessa confraria tem de tudo

Nessa aliança tudo sucede

Já surgiu crônica, poema

Agora tem até quem nos hospede


Tudo isso é muito bom

Tudo isso é de alegrar

Mais nada teria sentido

Se não existisse você a espiar


Estamos de portas abertas

Somos um coração a pulsar

Portanto esteja à vontade

De apreciar tudo e comentar

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O CAUSO DO BATIZADO Por Dani Dias

Vou contar uma estória
Dum moleque instigado
Que só podia acontecer
Cum cabra muito arretado

Apareceu no Rio de Janeiro
Com pai e mãe do Nordeste
Não podia ser diferente
E veio um cabra da peste

Causo que trouxe estranheza
Pra família e pra vizinhança
Foi ter deixado os pais
De levar a batizado a criança

Ocorre que como diz as beatas
Nesse mundo não se vive pagão
O menino ouvindo o conselho
Tratou de procurar proteção

A mãe pra ele deixou a escolha
O pai querendo valer e amparar
Ofereceu todo tipo de padrinho
Num podia um qualquer lhe advogar

Com dificuldade em encontrar
E já perdendo toda esperança
Eis que surge da cabeça a idéia
Depois da tempestade vem à bonança

Não podia ter escolha melhor
Pra apadrinhar esse negão
Tinha que ser de convivência
Tinha que ser Héber com seu mozão

Quero que me convidem
Pro batismo na igreja
Quero ver a cara do padre
Benzendo com a cerveja

Agora se o batismo num acontecer
Se o padre resolver não batizar
Pra esse pessoal nada é dificuldade
Nós faz o batismo no Caboclo Alencar