terça-feira, 13 de julho de 2010

ASsimbiótica - Em: Who's the boss? The hand is.



Cômica relação antagônica entre criação e criadora a respeito das divergentes definições do que é ser mulher.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Guardar e não sofrer mais

Guardar e não sofrer mais


Nunca pensei que fosse tão simples. Abrir aquela carta, ler sua letra miúda... e não chorar uma lágrima sequer. Simplesmente guardar tudo no fundo da gaveta e não sofrer mais, João. Juro que não te esqueci... seu lugar é e será sempre insubstituível. Nós dois sabemos disso. Só que me pergunto. O que fizemos para este laço nunca se romper? Dez anos e ele nunca rompeu, né João? Nem esgarçou... nada. Te disse tantas verdades, exigi promessas de amor, palavras doces. E você, João, sempre cumpriu com cada um delas... Menos a principal, claro. Desistiu de mim antes de existir qualquer coisa mais concreta. Será que é por isso que continuamos nos amando? Sem nos importarmos com quem está do nosso lado? Que egoísmo nosso, hein João? Será isso traição? Será isso outra forma de amar? Não sei... mas , agora, me faz bem ler suas palavras cheias de desejo. Leio e apenas sorrio. Dizem que quando nos lembramos muito vivamente de algo é porque o cérebro gravou no seu HD esta informação. E a informação que tenho hoje para te dar é que não importa mais o que vou fazer da minha vida. Não importa com quem vou dormir, em qual cama vou deitar e nem que corpo vou decidir amar... o fato é que a pasta “João” está gravada em alguma sinapse qualquer. Por isso, guardarei sem dor qualquer carta que receber de você. E prometo sentir delicadamente cada alento que vier dela para ser feliz.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

sem titulo

Se o longe alcança as estrelas

prepare-se desde já

para tocar paciente o céu da minha boca

para afivelar o meu rosto sob o teu rosto.

para colocar seu ouvido sobre meus sonhos

e escutar as idéias que tilintam sobre a minha cabeça

presta atenção nos candelabros vazios da tua existência


Se os seus dedos imensos alcançam as estrelas,

mova as tuas mãos pelos céus

e afasta as nuvens dos meus pensamentos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Kingdom

The door shuts behind me with a soft rush of air.


I’m having difficulty keeping my breath under control and my heart hammers against my ribs. Everything is familiar, but at the same time everything is unknown.

I feel as if I have entered a decompression chamber, sealed off from the outside world, a perfect vacuum housing its own solitary universe; a womb-like temperature that keeps the occupants content, along with the pills they consume with their insipid lunch. Odours of cleaning-polish, urine and a faint whiff of boiled cooking cabbage hang in the air like steam from a dirty kettle.

I step into the sterile, muted hallway and my footsteps echo dully on the rubber floor. Above me the sound of a fluorescent strip light buzzes comfortably, while a distant squeak of wheels and a door clanging shuts signalizing human activity somewhere down in the placid depths of the building.

I start to walk, trailing my fingers against the recently painted walls. They have used cheap whitewash instead of gloss and the resulting slightly gritty sensation feels as if I am dragging my nails across a blackboard. Resignedly, I let the corridor guide me to the room precisely three doors on the left. The palms of my hands are sticky and my fingers twitch. When I touch the door I notice it is already open. This, in my experience, is quite unusual.

I walk in, and immediately my feet sink into the thick pile carpet, as if I have started to wade across sand. I have to resist the momentary urge to take my shoes and socks off and paddle in the glorious warm shallows like a child. Instead, as adults must, I stand for a moment, taking in my surroundings, the comfortable room with the smell of dust rising faintly from its thick wooden furniture and the sagging, expectant shelves of books.

Driscoll house

With some difficulty, Ishmail made out the lettering on the side of the huge building through the bouncing rain. The cab driver mutely tap the meter and Ishmail fumbled through his pockets to get rid of the loose change. Reluctantly he left the warmth of the cab, pulling the coat over his head and dragging his rucksack with him. The enormous bulk of the hotel reared over his head like a warning, raindrops pelting from a leaden sky. As he mounted the steps, he saw a small metal sign on the left.



Headquarters of the International Language Club



That sounds fun, though Ishmail, miserably.

He faced great difficulty trying to open the black wooden door, considering he was also trying to push instead pull as the metal in the door indicates.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sapatos e vernizes

Sapatos e vernizes

Valéria Motta

Uso sapatos que refletem algum estado de espírito. Formas mais apertadas capazes de fazer o passo sangrar... sinto vergonha de prender tanta dor... e alívio quando piso livremente em sonhos flocados...espuma delicada que esparge e brinca com o plantar. Sim, dedinhos falam, calcanhar se acalma e o feixe rijo de fibras e nervos arqueia para sustentar este corpo cansado de pisar com tanta cautela. Não é fácil mudar o ponto de equilíbrio, criar este pequeno espaço na alma dos sapatos. MAs é preciso sempre seguir adiante, escutando o que o chão tem a nos dizer.. seu segredos calafetados, assoalhos espelhados refletindo todo tipo de indiscreção.
Ando no caminho das veias e dos ossoinhos minúsculos. Me esforço para incomodar cada um deles, criando atrito com o verniz, marcando espaço na impossibilidade. Exercício diário de simplesmente ceder. Tudo de uma forma ou de outra se amolda... Para isso, arranco o canto das unhas com pinça para manter o rosto plácido e as mãos em paz com o verniz alheio... esta casquinha de brilho tolo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Vontade desconhecida

Não tenho palavras bonitas para me expressar.
Não tenho nenhum tesouro, ou se quer algo parecido, para lhe dar.
Também não sei dizer nenhuma prece
que seja um sincero voto de servidão.
Não, não é nada disso o que eu posso lhe dizer.

Só posso saber do que sinto quando um cruel pensamento me atormenta
com tua imagem, em atitudes que nunca existiram.

Por que essa invasão desmedida?
Por quê?

Qual o mistério desse desejo se nada o alimenta?
O mistério é uma fuga.
É a vontade desconhecida de esquecer-me.
Busco o desejo de partir.
E não posso.

Por isso penso irrealidades
Na vontade desconhecida de esquecer-me




sábado, 9 de janeiro de 2010

Alento en aire

Foi simples... guardar e não sofrer mais. Suór que evaporou em espiral...enlace, mãos desencarnadas. Saudade de nunca mais pisar da mesma forma. Contradança cheia de vazios... vontade de reter o que escorre do corpo... tão doce e lento, como beijo apaixonado que não cansa nunca. Alento que suspende o relógio do corpo e tudo enrijeçe...súbito.
E o corpo aumenta, voz muda de tom... tudo aquiesce como brasa esquecida. Seu ar no meio dos meus olhos, riso abafado e desejo com cheiro de licor. Calice entornado num assoalho navalhado de lembranças.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Menos um

Valéria Motta


Coleciono noites, sapatos e pontas de cigarro. Escrevo com elas caminhos de cinza e gozo. E termino auroras em andaimes bêbados. É preciso manter o equilíbrio quando tudo gira em volta. Sopro e rodopio... beijos guardados e guardanapos de papel. Sigo à procura daquela curva que derrapa cada vez que chove no céu da boca e mastigo o embaraço do encontro sinuoso. Desviar sempre foi meu forte, falar nem tanto. O silêncio me pontua, mas é preciso provocar para que tudo se mantenha em algum lugar. Lugar que empalidece como sangue que se esvai do rosto. Lugar que não deixou de existir abruptamente.
Em tardes inchadas pelo mormaço desta voz que ainda ecoa, tropeço em calçados virados, pequenos obstáculos cotidianos. E lembro, por instantes, que não soletrei todas as silábas... comi o tempo antes que me devorasse. Instinto de preservação, talvez. Depois, mergulho a dor em bacias de gelo, respiro fundo, encadeio palavras de amor num ritmo sincopado e busco filetes de prazer perdidos em alguma gaveta. Encaro a noite de frente e acordo numa cama moldada pelo corpo que já fui. Solidão em reticências... menos um.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dancing

Dancing

valéria Motta

Colocou suas mãos magras no balcão e fez sinal para Francismar, que veio rápido com seus olhos cheios de oceano.
- Já tá indo?
- Muita mulher hoje. Estou com disposição, não.
-Mas tu é mesmo um cara esquisito, hein? Uma fila de pernas louca pra riscar o salão e o senhor desdenhando.
- Já viu a qualidade da fila?
Francismar dá uma conferida discreta e sorri de boca fechada, assentando com suas pestanas compridas.
- Realmente... o mar, hoje, não está pra peixe.
- Deixa que na quarta lanço minha rede.
- E pra quê esperar até quarta? A semana está só começando, homem.
- Vivo só disso não, Francismar. Te devo quanto?
- Só foi uma cervejinha e uma porção de tremoços.
Retira do bolso algumas notas amarfanhadas, deixa sobre o balcão e se despede.
- Pode ficar com o troco.
Desce as escadarias do dancing sem a menor pressa. Cada degrau um acorde naquela sinfonia de cheia de mistérios e solidão. O choro da sua última cliente ainda grudava na sua retina.
- Acabou com meu estoque de lenços presidente... mulheres.
E balança a cabeça como quem se pergunta com quantas entranhas se faz uma alma feminina.
- Para soltar uma informação precisa dar mil voltas... e gastar um balde de lágrimas. Na próxima, cobro adicional de insalubridade. Hormônio em excesso dá nisso.
E acende seu último cigarro enquanto a banda afina seus instrumentos, pernas se ajeitam nas meias e as mãos de Francismar inundam de breu aquele imenso assoalho de parquet.
- Não quero saber de dama nenhuma caindo no chão hoje, hein?
- Mas é segunda, Francismar.
- E daí? Salão tem ritual, dona Imaculada. Não se pode sonhar no limbo, não é mesmo?
Imaculada apenas concorda com um aceno de cabeça e cutuca as demais que repetem o gesto, com suas cintas apertando as costas e dando cintura num corpo que há muito se multiplicara.
- Esta cinta é um espetáculo, Leninha. Em uma hora a gente desce um manequim.
- E tu acha que tô com essa falta de ar aqui, por quê? Acabei de descer dois números, filha.
- Danada...
- Só espero que eles não ataquem de soltinho... com esse aperto aqui só consigo ir até o samba canção e olhe lá!
Metais afinam enchendo a casa com o suingue norte americano. Não seria uma noite fácil para ninguém. Movimento fraco, banda enrolando, Franscimar contando as mesas, mulheres na sua ilusão de começo de semana e ele com seu corpo magro, terno de linho creme e sapato de amarrar bicolor, se deixando levar para casa com suas rodelas de fumaça, seus dedos compridos e o balanço do molho de chaves.
Até que... estanca ao vê-la retirando de dentro do sutiã uma nota enrolada e pagando gentilmente ao porteiro Big Jeff –misto de segurança, porteiro, dançarino de aluguel e cantor nas horas vagas.
- Brigadinha, Jeff.
- Já disse que com a senhora não tem tempo ruim. Se tiver na lona, o big libera.
Ela apenas sorri com os olhos, ajeita a cintura na saia rodada e sobe as escadas com o frisson da juventude. Esperança na ponta dos lábios, coração aos pulos e o corpo nervoso. Gostava desta sensação de descoberta, de coxia em dia de estréia. Quantos rodopios seriam necessários para que o tempo parasse e tudo ser como o deseja manda? Só a chama nascendo do enlace e o salão abrindo seus braços de grandes janelas. No fundo, dancing só servia para este instante e nada mais. Estava com a esperança acolhida no meio dos seios, liberta e feliz. E passou leve sem nem olhar para os lados.
Mas ele notou... e suspirou longamente como quem aprisiona aquele aroma que subia as escadas e se misturava ao tabaco. Algo de rosa, cravo, e um cítrico para amenizar este amargor que sempre tivera em sua língua. Que segunda feira seria essa... há muito não sentia um cheiro tão intenso assim. E tinha medo, seria capaz de confessar depois. Era hora de negociar num único murmúrio.
- Vou pagar pra ver, mas nada de umedecer a boca com palavras levianas, Macedo. Nada, hein?
Big Jeff na malandragem de quem conhece todos os degraus, sacudiu sua imensidão e brincou.
- E aí, doutor? Não resistiu, né?
- Fazer o quê, Big Jeff?
- A sorte é que tu mora em cima. Vai ser façinho.
- Aí , é tu que tá dizendo...
E o suingue já corria solto pelo salão. Era preciso subir aos atropelos. Antes que a perdesse completamente. Tem sempre alguém na esquina da pista pronto para pegar a dama alheia. Não queira dar esta chance, mas também não faria a corte. Só queria olhá-la com quem vê um filme milhares de vezes e depois se perder no ladrilho suado do banheiro. Será que já está dançando?
Conforme balançava seus ossos magros naquele retorno inesperado, ia desvendando aquela silhueta perfeita. Era linda... seios cheios, anca larga e pernas desenhadas a bico de pena. Tinha carne no lugar certo, nem magra demais – como ele – e nem gorda como a fileira de pernas que coroavam o salão. Era uma mulher que não se poderia deixar passar em branco... ela pedia assinatura.
Quando apontou no salão, sentiu-se como na primeira vez. Garoto de dezessete anos. Cabelo gomalinado, terno emprestado, sapato vulcabrás e olhar de espanto e gozo. Mulheres dançavam lânguidas de olhos fechados, casais faziam firulas no meio do salão e ele se embebedava de Cuba libre, sentindo-se pela primeira vez homem. Incrível como sempre retornamos ao que fomos um dia... ingênuos. Mesmo tendo passado bem dos 40, prateado as têmporas, vincado o rosto e encapado os dentes... ainda assim, ele se sentiu um menino diante de uma mulher como aquela. Cheia de liberdade nos olhos e fogo no corpo. E antes mesmo de pedir mais uma cerveja para meu fiel Francismar, ela já veio ao seu encontro com sua bolsinha de bolinhas brancas.
- Perdi muita coisa da banda?
- Só um set.
- Menos mal. Quer dançar comigo?
Assim direta como criança que pede uma bala. Ficou sem ação. Francismar só iluminou seus olhos, como quem vê uma grande onda e sorriu discretamente. Assenti num monossílabo, ela sorriu e enrolou seus cabelos para o alto com as mãos. Tirou um grampo de dentro do sutiã e deixou alguns fios caírem no rosto, emoldurando o desejo dele. Achou graça.
O fox se transformou num bolero, quando o trombone deu o primeiro acorde. Sabia que era daqueles que se dançava trançando as pernas, como um gato que serpenteia o chão. Beijou a mão da dama e a conduziu suavemente para a ronda do salão. Agora era tudo ou nada.

Sempre gostei de dançar na segunda feira. É bom quando os começos tem cheiro de fim de noite. Chão espelhando passos, gotas miúdas de ilusão descendo pela coluna e um leve aspirar de sonho. Este ritual semanal riscando na alma um único recado: a vida é rodopio, vamos nos divertir. Este é meu lema, por isso corro os dancings desta cidade atrás do giro perfeito. Será que este magrelo com cara de filme noir vai conseguir rodar a manivela até o tempo parar? E sermos apenas eixo, força que brota do olho do furacão? Não parece... mas se esforça.
A banda quebra o ritmo e dobra o tempo, começamos um pião de cruzar a pista e ele me olha com tanta intensidade que quase me convence de que tudo pode valer a pena. Sinto suas mãos desencarnadas apertando meu pulso, a distância entre nossos dorsos diminuindo gradativamente. Não, não foi pra isso que vim aqui. Gosto deste limite da física, muita proximidade quebra o encanto da rufada de ar no meio dos olhos. Sim, gosto quando sinto este leve sopro entre minhas sobrancelhas. É brisa leve que refresca memórias afetivas e nos faz rir de todas as ilusões perdidas.
Voltamos na cadência de um puladinho, um pé perseguindo o outro e o malemolejo dele é bom, não nego. Quase sinto os ossinhos do seu quadril roçando nas minhas fartas ancas. É bom, amacia o desejo. Será que com ele sigo pelo noite? Uma tirada de perna, um giro simples e o samba molha nossas testas, desfiando os desejos. Percebo a inveja daquela fileira de pernas brilhantes, com seus leques afoitos. Será que o cavalheiro não vai mudar de dama? Voltou aqui pra quê? Se perguntam entre uma golada e outra de coca cola com limão. Acho graça.
- Quer parar?
-Imagina. Agora é que vai começar o set que mais gosto.
- Milonga, acertei?
- Tango valse. Porque não gosto de parar unca.
E ele sorriu abaixando os olhos, como numa reverência.
- Primeiro tem que saber sofrer, depois amar
- Depois partir.
- Perfume de “ Naranja em flor... belo tango. Mas não é valse.
- Mas é minha vida. Vamos?
E a orquestra reinicia, agora com um bandoneón chorado... intenso... com seus veios de dor e saudade. Ele delicadamente subiu um pouco meu braço e me apertou num estilo bem milongueiro. Estava me convencendo o rapaz. Era bom dancarino, sim. Fazia o arranque com agilidade e cautela e me girava no pulso certo com muitos “oito cortados” e ganchos. Estava feliz, tinha que admitir. Mas não deixava transparecer. Uma dama nunca deve revelar o que seus olhos guardam, mesmo quando rodopia de olhos fechados. Se nos entregarmos, a contradança acaba... e o salão da nossa alma mofa com suas cortinas pesadas e seu chão em frangalhos. Não, esta chance ele não teria. Mesmo quando senti sua barba azulada gemendo no meu rosto...nem assim, consenti. O importante era não parar.
- Que linda...
Murmurou.
- Imagina...
Sempre falava isso quando palavras voavam pela minha cabeça... na falta, imaginar era sempre uma forma de ocupar espaço. Resposta vaga que pode dizer tudo que não queremos dizer. Imagina... o que realmente se passa dentro de mim agora, com esta música que rodopia aos borbotões , este homem tão leve como folha de seda e tão intenso como tabaco na boca. Não iria sucumbir ao ardor... juro.
Mas sucumbi.... sozinha no banheiro do dancing. Senti seu olhar desenhando minha coluna quando pedi licença para ir ao toalete logo que o set acabou, as pernas afoitas se descruzaram e os leques tamborilaram nas mesas. Ele deu um meio sorriso e me olhou como quem acaba de acordar.
- É rapidinho.
- Sou paciente.
E fui ajeitando a calcinha em cima da saia cinturada e as intenções expostas. O peito acelerava tanto que foi preciso molhar a nuca com água gelada antes que meus dedos se perdessem na noite mais escura que habita em mim. Súcubo com cheiro de laranja.
-Mulher não resiste a um toalete, não é não?
- Com certeza Franscimar... e essa pelo jeito, vai demorar.
- Mas a moça nem bebeu!
- Isso é o que você pensa.