quinta-feira, 13 de junho de 2013

O livro da Cristina Teixeira foi indicado pela revista Rascunho edição 158 junho 2013 !
http://rascunho.gazetadopovo.com.br/tipoprateleira/nacional/

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pra quem não pode ...

Agora é aqui no Rio de Janeiro!! #ficaadica

Mais informações: www.speachers.com.br/construcaoescritor
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Expo RIPPER nos correios

 Vcs já foram ver?

Exposição "A mão livre de Luiz Carlos Mendes Ripper".
Idealização e curadoria Lidia Kosovski
Identidade Visual: Bitu Serson
Projeto Gráfico: Bitu Serson, Denise Teixeira e Roberto Caldas


sexta-feira, 8 de março de 2013

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lançamento do Livro O Reino do Homem de um Olho Só



 Lançamento do livro:
O Reino do Homem de um Olho Só
de Cristina Teixeira.
Aguardamos todos vocês.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

hábito

Lavou o rosto para espantar a noite que insistia no abrigo dos seus olhos. Despetalou a persiana, franziu o rosto, respirou fundo e seguiu. Cruzou sinais, desviou da balburdia escolar infantil, correu até o ponto, catou dinheiro amarfanhado e entrou rasteiro no coletivo. Nunca se sentira tão humanamente só. O corpo dependurado num balanço triste. Quantos carimbos o aguardariam? Quantas caras inóspitas perguntariam as mesmas obviedades? Até quando suportaria? Difícil responder quando o hábito vem com seus caprichos. Como naquela manhã com gosto de noite, por exemplo. Seria um sinal? A comporta finalmente abriria seus braços? O ar acenderia pelas ventas o desejo esquecido?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

contraste

Saturou, imaculou, torçeu e caiu. Assim numa viela. Displicente. Forçou, esmiuçou, sorriu e atirou. Na cara. Sem medo algum. Correu, ofegou, se invizibilizou e recomeçou. Como sempre. Pura sobrevivência.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

composição


Texto: Cris Teixeira
Foto e composição: Denise Teixeira

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

calçada

Esfregou, enxovalhou, partiu em mil pedaçinhos e se foi... pelo piso oco e seco. Tudo num só golpe, naco aberto como vagina bangela. Vontade de nada... só deglutir o vazio chão naquela tarde plena de maresia e calor. E assim fez... calçou o pé no sapato esquecido, caminhou em silêncio gregoriano e verteu água benta nos olhos. Era preciso zerar tudo. Perdoou feridas, deixou o rastro se perder de vez e ganhou calçada. Primeiro andou segurando o corpo, tão atrapalhado quanto o fogo da primeira vez. Aguardou o encontro com pulsos aos pulos... depois sentou no umbral e cerrou as pestanas num sorriso. Sim, estava feito.

Valéria Motta

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Capital

O mesmo sentimento.
A mesma estória.

A mesma palavra
dita na mesma hora

A mesma única canção
dos carinhos mesmo vazios
dos sentidos perdidos
que mesmo entre travesseiros mesmos
ainda são correspondidos...

A mesma sensação
com a mesma intenção
sem ao menos perceber a traição
dos lençois vazios.

Na sempre procura dos teus beijos
eu tiro mesmo, o resto do vermelho
dos seus lábios pintados com esmero
e espero.

O borrar por completo das cores
Fultigadas
Derrotadas
Na pele manchada.

Te abraço
me desmancho inteira
e percebo o erro
de nunca ter amado.