quarta-feira, 27 de março de 2013

Expo RIPPER nos correios

 Vcs já foram ver?

Exposição "A mão livre de Luiz Carlos Mendes Ripper".
Idealização e curadoria Lidia Kosovski
Identidade Visual: Bitu Serson
Projeto Gráfico: Bitu Serson, Denise Teixeira e Roberto Caldas


sexta-feira, 8 de março de 2013

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lançamento do Livro O Reino do Homem de um Olho Só



 Lançamento do livro:
O Reino do Homem de um Olho Só
de Cristina Teixeira.
Aguardamos todos vocês.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

hábito

Lavou o rosto para espantar a noite que insistia no abrigo dos seus olhos. Despetalou a persiana, franziu o rosto, respirou fundo e seguiu. Cruzou sinais, desviou da balburdia escolar infantil, correu até o ponto, catou dinheiro amarfanhado e entrou rasteiro no coletivo. Nunca se sentira tão humanamente só. O corpo dependurado num balanço triste. Quantos carimbos o aguardariam? Quantas caras inóspitas perguntariam as mesmas obviedades? Até quando suportaria? Difícil responder quando o hábito vem com seus caprichos. Como naquela manhã com gosto de noite, por exemplo. Seria um sinal? A comporta finalmente abriria seus braços? O ar acenderia pelas ventas o desejo esquecido?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

contraste

Saturou, imaculou, torçeu e caiu. Assim numa viela. Displicente. Forçou, esmiuçou, sorriu e atirou. Na cara. Sem medo algum. Correu, ofegou, se invizibilizou e recomeçou. Como sempre. Pura sobrevivência.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

composição


Texto: Cris Teixeira
Foto e composição: Denise Teixeira

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

calçada

Esfregou, enxovalhou, partiu em mil pedaçinhos e se foi... pelo piso oco e seco. Tudo num só golpe, naco aberto como vagina bangela. Vontade de nada... só deglutir o vazio chão naquela tarde plena de maresia e calor. E assim fez... calçou o pé no sapato esquecido, caminhou em silêncio gregoriano e verteu água benta nos olhos. Era preciso zerar tudo. Perdoou feridas, deixou o rastro se perder de vez e ganhou calçada. Primeiro andou segurando o corpo, tão atrapalhado quanto o fogo da primeira vez. Aguardou o encontro com pulsos aos pulos... depois sentou no umbral e cerrou as pestanas num sorriso. Sim, estava feito.

Valéria Motta

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Capital

O mesmo sentimento.
A mesma estória.

A mesma palavra
dita na mesma hora

A mesma única canção
dos carinhos mesmo vazios
dos sentidos perdidos
que mesmo entre travesseiros mesmos
ainda são correspondidos...

A mesma sensação
com a mesma intenção
sem ao menos perceber a traição
dos lençois vazios.

Na sempre procura dos teus beijos
eu tiro mesmo, o resto do vermelho
dos seus lábios pintados com esmero
e espero.

O borrar por completo das cores
Fultigadas
Derrotadas
Na pele manchada.

Te abraço
me desmancho inteira
e percebo o erro
de nunca ter amado.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

beijo

Beijo par.


Beijo ímpar.

Beijo invugar.

Beijo objeto.

Beijo objetivo.

Beijo apressado.

Beijo defindo.

Beijo encantado.

Beijo adormecido.

Beijo celeste.

Beijo selvagem.

Beijo torto.

Beijo morto.

Beijo violento.

Beijo esfregado.

Beijo bolinado

Beijo abortado.

Beijo fraterno.

Beijo preciso.

Beijo técnico.

Beijo solícito.

Beijo sonolento.

Beijo querido.

Beijo necessário.

Beijo rendido.

Beijo á três.

Beijo de quatro.

Beijo mordido.

Beijo cheirado.

Beijo amancebado.

Beijo afeminado.

Beijo punitivo.

Beijo castigado

Beijo simétrico.

Beijo secundário.

Beijo importante.

Beijo esquecido.

Beijo equivocado.

Beijo proibido.

Beijo mandado.

Beijo obedecido.

Beijo aplaudido.

Beijo condenado.

Beijo arrependido.

Beijo repetido.

Beijo amado.

Beijo apaixonado.

Beijo fingido.

Beijo lascado.

Beijo selado.

Beijo interrompido

Beijo carente.

Beijo demente

Beijo solidário.

Beijo amigo.

Beijo roubado.

Beijo traído.

Beijo perfeito.

Beijo inesquecível.

Beijo de pai.

Beijo de mãe.

Beijo de filho.

Beijo primeiro.

Beijo último.

Beijo eterno.



Eterno Beijo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MunDANOS - Esteriótipos